Trova de amor Lusitana

 

Eu beijei teus lábios doces e quentes
De cor canela e sabor morango
Senti no estômago um compasso diferente de fandango!

Ilustração de Mário Costa, publicitário responsável por diversas campanhas do Estado Novo a partir da década de 1930. Esta imagem é uma das 12 danças folclóricas tradicionais portuguesas que recriou.

acima lenços  de poemas de amor portugueses 

Poema da transformação

Poema da transformação

Viajei no tempo
No tempo interior
Purifiquei-me com o vento
E na brisa do mar
Deixei as mágoas levar
Essas águas más
Deitei nos braços de Yemanjá

Saltei novamente no vento
Me vi sorrir num tempo
Sentimentos e emoção transformada
E com a alma purificada
Te guardo com carinho em meu coração.

Precisamos todes nos encontrar

  

Eu não pretendia escrever hoje, mas fui capturada pela arte como costuma acontecer e nessas horas a escrita me possui e estou cá sentada a conversar com es leitores desse Jardim!

Esse ano de 2020 tem sido um ano que muitas vezes nem sabemos descrevê-lo tamanho Tsunami ele se apresenta e nos atravessa com ondas que oscilam entre alegria, tristeza, raiva, enclausuramento, mergulho, explosões criativas e encantamento e potência criadora. 

Participo de três grupos que trabalham entre tantas linguagens artísticas, a linguagem musical: meu grupo de teatro Acorda Alice, o grupo dos Cantos de Trabalho e as cantigas da cultura Brasileira de Renata Mattar e o Coral de Famílias da EMIA.

A EMIA/ Escola Municipal de Iniciação Artística é a única escola PÚBLICA Municipal de infâncias de Arte da América Latina, mas deveria ter uma em cada território, bairro ou distrito brasileiro!

Nosso trabalho foi tão intenso de significados, sincronicidades e conexões regidas pelo belíssimo trabalho de Rosana Bergamasco e Viviane Godoy que me atravessa um sentimento de honra e respeito grandioso em fazer parte.

Nesse ano que se puder qualificar de alguma forma , qualificarei de fenômeno, em isolamento social e de forma virtual, realizamos três trabalhos musicais incríveis. Um vídeo de uma música composta coletivamente com Rosana Bergamasco e com os Arranjos de Viviane Godoy,  A Poesia me Interessa, que já contei um tanto aqui nessa postagem , o Vinil da Mariposa

Vinil da Mariposa

Pra falar desse trabalho preciso trazer alguns fatos. Primeiro que para trabalharmos Candeia, a professora Ana Claudia Cesar, musicista de Choro e Samba e apreciadora de Candeia veio falar pra gente a história dele. E ai gente, tenho que dizer pra vocês que quanto mais eu estudo cultura brasileira, mais eu concordo com a música Querelas do Brasil, composta em 1978 por Maurício Tapajós e Aldir Blanc, também cantada pela saudosa e formidável Elis Regina, “O Brasil não conhece o Brasil”. 

Digo isso porque são tantos artistas, poetas e compositores que ou não são conhecides ou não são ouvides por brasileires e são tão incriveis, tão ricos/as e precioses que a gente quer sair cantando essa gente toda pra todo mundo conhecer e valorizar, porque essa riqueza toda é a tradução da nossa Alma Brasileira. 

A outro fato que preciso contar é que a primeira vez que ouvi essa canção foi na voz de Marisa Monte e que sou arrebatada por tantas memórias da minha juventude onde eu buscava me encontrar. Um juventude tão perdida, mas tão criativa também, errando tanto com tanto desejo de acertar! E não é assim que é a vida? A gente vive procurando se encontrar!

Lembro que cantamos essa canção num luau em Camburi, distrito de Picinguaba, perto de Trindade, onde a gente acampava nas praias, com muita música, danças, fogueira, bebidas e comidas. E eu saia a noite sozinha, caminhando pela praia observando as montanhas escuras e pensando exatamente o quanto eu queria me encontrar, olhando minhas passadas descalça a pisar na areia. Tantas lembranças de uma juventude de tantos amores e tantas dores!

E por ultimo queria antes de mostrar pra vocês como esse trabalho ficou incrível, dizer que vocês verão no video cenas que cada pessoa do coral escolheu para representar que precisa se encontrar. Que a cena que escolhi foi o arquétipo da  Guerreira Brasileira, uma indígena, etnia que descendo de ancestrais materna e paterno!  Escolhi porque como estudiosa do sincronário da Paz, estou a serviço da onda encantada do Guerreiro e sei que essa energia me leva a me encontrar comigo mesma, com o Brasil que há em mim!

Quero agradecer a EMIA pela oportunidade de pertencer a esse coral incrivel, de pessoas generosas e talentosas! Agradecer as professoras Rosana Bergamasco, Viviane Godoy e Ana Claudia Cesar. Agradecer ao querido Noedson Martins de Almeida, que fez a dificil e criativa edição dos dois vídeos, A poesia me Interessa e Preciso me Encontrar e agradecer meu filho Abá e as crianças da EMIA pois é por causa delas que pudemos nos encontrar nesse coletivo incrível. 

E aqui nosso maravilhoso trabalho coletivo: 

Não se esqueça, colabore com a Cultura Brasileira, porque afinal precisamos todes nos encontrar, deixando aqui seu comentário, compartilhando nas suas redes sociais e espalhando seu perfume entre essas flores!

As Flores que integram esse Jardim

Hoje eu venho contar a vocês algo que há muito tenho pensado. “Plantar” ou trazer para replantar aqui nesse Jardim uma diversidade de Flores que me acompanham por esse mundão! Explico. Tenho descoberto com maior reflexão e profundidade que minha alma é bem porosa aos coletivos. Sou uma alma permeada pelos coletivos. Talvez e muito por isso, toda minha vida busquei fazeres e ações pautadas por eles: o teatro, a educação, a psicologia comunitária, a psicologia social, e agora a arteterapia em grupos.

Foi por isso que entendi que estar aqui sozinha me incomodava. Um Jardim precisa de Flores vivas, viçosas, potentes que alegrem a jardinagem, que nos façam querer estar aqui entre elas sentindo seu perfume, apreciando sua beleza. Então, estou convidando várias flores diferentes na forma e belas na igualdade. Flores que estão desabrochando e outras que tem uma maturidade semelhante aos perfumes das damas da noite. 

Essas flores são as mulheres do grupo de Acolhimento de Mulheres que curam feridas e reconhecem suas histórias suas cicatrizes, que fazem questão de exibir, como medalhas, frutos de aprendizagem da Vida. Esse grupo da qual tenho a honra de participar é coordenada pela profa Ana Paula Maluf do IJEP/ Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa. Nesse grupo as mulheres, podemos expor livremente nossas dores, nossas alegrias,  nossas conquistas, nossas feridas em sangue e nossas cicatrizes. Temos amadurecido a ideia de produzir por meio da Arte, da nossa livre expressão criativa em textos, desenhos, mandalas, mapas afetivos, poemas, leitura de tarots, escrita ativa, meditações e muita expressão da nossa corporeidade.

Iniciamos esse processo da nossa expressão criativa numa parceria minha com Cecilia Crepaldi, pianista/musicista, onde noutro momento venho contar em detalhes pra vocês, porque é um projeto grande que ainda está em andamento, que integra um conto, músicas, poesia, artes plásticas, rádio novela e teatro. Por hora quero dizer que foi um dos trabalhos em arte mais intensos que tenho realizado em toda vida, que além de Cecilia Crepaldi, tenho como parceria Rosana Bergamasco, Andreia Araújo, Rosana Pereira e meu Diretor de Arte Adanias de Sousa.

Quando apresentamos o conto, com minha curadoria musical e os arranjos de Cecilia Crepaldi ao piano, imediatamente arrebatou todas as mulheres do grupo e sabemos que quando uma obra de arte toca o coração de todas/es/os, quando essa obra tem ressonância na maioria, é porque é uma expressão coletiva, mexe com a essência de todas/es/os.

Após essa parceria, abrimos um portal para a expressão criativa do Grupo de Mulheres e Ana Paula então convidou Regina Célia da Silva, artesã, e Talita Gomes, psicóloga clínica, para serem a próxima dupla a se apresentarem. E veio um texto de escrita criativa incrível conforme destaco abaixo:

Por Regina Célia da Silva Talita Gomes Fernandes

A solidão parece um buraco escuro que você não vê o fim. E quando você percebe, já não está só, está de mãos dadas com suas dores e percebe que as feridas ainda sangram.
Não há esperança, não há futuro.
É somente você e suas dores, é só você e os vários personagens que existem em si mesma, que querem levar você para o buraco, aquele buraco que não tem fim e que não há luz.
E assim, você fica aprisionada as suas dores, erros e aos piores aspectos de si mesma.
E logo em seguida, surge mais uma companheira, as lágrimas que já não encontram motivos para não cair.
E aí, você lembra que desde menina estava num deserto que queimava, maltratava e a noite congelava.
Andou sozinha, percorreu a trajetória solitária.
Até que descobriu as florestas, eram mais atrativas que o deserto, mas não soube sobreviver, não se nutria, tentou, mas tudo que conseguiu foi matar e morrer. Andou perdida e não conseguiu achar saída, pois ainda era apenas uma menina.
Certa vez, quase achou um caminho convidativo e com flores, mas era apenas uma ilusão.
E assim, permaneceu no chão, se rastejou pela lama, ficou e esperou, na expectativa que pudesse morrer para renascer.
De tempos em tempos, se levantava e dava um passo de cada vez, andava devagar, depois se recolhia e voltava à lama, ansiando pelo mergulho no mar.
O mar era o local onde se sentiria amada e acolhida, encontraria em fim a liberdade e a fluidez que tanto buscava…
O mar …ahh o mar…aquele bom e velho mar, que nos envolve, para uns proteção e limpeza com sua água salgada a levar embora, dores, angústia, solidão, trazendo alívio e renovação, para outros desespero, diante da imensidão que pode afogar com sua fúria quem ousar desafiar sem respeitar…
O mar é como a vida ou a vida como o mar, temos que descobrir e aceitar os limites, para superar e ultrapassar, por vezes nos deixar levar pelas ondas a boiar, outras tantas a desbravar e se debater sobre as águas claras, pesadas de sal, para no final…respirar…aliviada por ter sobrevivido!


fashion photography of woman hands on chin with glitter makeup
Photo by 3Motional Studio on Pexels.com

Ahhh como é benéfico a nossa alma produzir arte queridas/os/es leitoras/es. A arte é um símbolo que ganha matéria e que precisa falar, expurgar, redimir, explicitar algo que pertence a todas/es nós! E foi nessa toada de amor e livre expressão da nossa voz, que a Ana Paula convidou a Monaliza Carvalho Godoy, fisioterapeuta e Chocolatier e a Tainã Fidalgo, educadora de infância,   para comporem uma parceria e diálogo conosco! E dessa dupla nasceu essa bela escrita criativa:

Vem manapor Monaliza Carvalho e Tainã Fidalgo

Vem mana, vamos conversar, passear, tomar um café, rir ou chorar…
Vem mana, deixa eu te abraçar, vamos banhar no rio, no igarapé, no açude ou no mar…
Vamos dançar, acender uma fogueira, brincar com as crias, correr na chuva, trilhar na floresta a luz da lua até o dia raiar…
Vem mana, vamos nos juntar ao redor da fogueira, trançar os nossos cabelos, beber e comer, rir ou chorar…
Vamos, me conte! Quais são essas dores? Quais os dissabores? Oh alma querida, o que é que te aflige?
Vem, compartilhe conosco, qual é o seu enrosco, ou será um encosto?
Quais são os desgostos a serem expostos na roda amiga, que escuta e auxilia os entraves da vida…
Vem mana, vamos juntas trilhar?
Entre luzes e sombras vem o despertar… que nasce da dor, depois põe-se a brilhar.
Mana, é no rasgar-se e remendar-se que tens a noção do quão forte e bela, feroz e singela és tu alma incrédula.
Depois da tempestade vem a calmaria, que nos abrandam a vida, dependendo da vista de quem nela confia.
Vamos mana, queira ser parte da cria que cresce unida e grita convicta que pela dor vem alegria.
Que benção a dor, que depois de tanto ardor, nos tornou parte do amor gratuito e acolhedor.
Ah, o amor… que nos salva essa alma desprovida de calma, porém repleta de dor, calma!
three women wearing turbands
Photo by Dazzle Jam on Pexels.com

E esse texto retrata com tanta legitimidade a potência desse trabalho, dessa ciranda de  curandeiras, da beleza que há numa mandala de mulheres! E no próximo encontro haverá mais e certamente viremos aqui contar pra vocês! Quer agregar-se como mais um flor nesse Jardim? Escreva aqui nos comentários, aguardaremos ansiosa a sua chegada para que possamos te acolher seja você uma Rosa, uma Camélia, uma Margarida ou Dama da noite, o que importa mesmo é você espalhar por aqui seu perfume, sua beleza, mesmo que você venha carregada de espinhos! Vem!

Grupo de Acolhimento de Mulheres, coordenação Ana Paula Maluf, Analista Junguiana e Arteterapeuta

informações:  anapaulazm@yahoo.com.br 

Contatos: +55 11 38220713 ou +55 11 93019-5579

Sonhos de uma noite de magia: vivendo em Kairós

 


Eu determino que hoje tudo será magia
Tudo dará tempo
E farei tudo com alegria
Pois a vida é fartura
Alimento do tempo de cada dia
E cada ação eu realizo com energia

Eu libero medos e liberto kuravas
Tenho em meu ego guerreiro,  um amigo
Minha realização me guia para a cura
Porque  aprendi a me olhar no espelho
Porque minhas mãos fazem o que necessito aprender 
E materializo mandalas rumo aos pandavas do meu Ser!

Alquimia : individuação e alteridade, uma revolução individual e coletiva

 

 


Tem três pontos no meu olhar que não avançaremos como nação brasileira , caso não seja trabalhado:

1. O mundo interno de cada pessoa, ou um ativismo interno, enfrentar sua guerra interior, seu subterrâneo, suas profundezas, fazer uma revolução no vale das sombras da sua alma, limpar as teias de aranha do seu porão mental, desobstruir os canos energéticos de seu corpo astral, lutar contra o que há de pior: dentro de você!  Isso certamente terá reflexo em você e ao seu redor. Experimenta e me conta.

2. A nossa aceitação ancestral de forma polarizada e integrada, ou seja aceitarmos nossa ancestralidade indígena, africana e lusitana separadamente, revendo esses valores internamente, aceitando dentro de nós a luz e sombra de cada povo, honrando cada povo, aceitando os tesouros e perdoando as maldições. Enxergando todas as dores e integrando. Integrando na arte, na cultura, na ciência, na educação, nos valores e costumes, no reconhecimento do que temos em separado e do que temos misturado. Isso nos dará inteireza e dignidade, alegria interior e auto respeito. 

3. Reconhecermos a dor de toda a maldição que submetemos aos nossos bebês e crianças brasileiras desde o nascimento do Brasil. Honrar e pedir perdão ao nosso passado, reconhecer no presente e pactuar um futuro diferente do que temos hoje.

Sim, esse é meu sonho . Hoje é dia de expor sonhos e cocriar. Tenho cocriado  essas mudanças todos os dias e achei que seria importante dividir com vocês aqui entre flores, plantas e borboletas! Bóra fazer essa alquimia!?

Perdoa, Criança Divina!

No meu coração moram algumas crianças e uma delas carrega a marca do medo, do abuso, da violência. 

Tenho tentado acolhê-la todos os dias de minha vida.

A ela eu escrevi uma história, pra ela eu cantei, com ela eu cavalguei no espírito de uma onça 🐆 , pra ela eu acendi uma fogueira 🔥, voei com ela nas costas de uma graúna, encorajei-a a enfrentar a Cóca das aguas turvas e nela banhei numa espécie de batismo de coragem e amor. Depois a a retirei das Águas, agora límpidas sequei seus cabelos, preenchendo de flores 🌷.

Deixei que ela percebesse que ela agora estava leve e não precisava mais se culpar por algo que ela não tem culpa, nunca teve e agora ela pode voar com suas próprias asas divinas!

Voa menina voa, não dê ouvidos a maldade alheia. Transforme suas cicatrizes em seus escudos 🛡 e honre sua potência divina! E se puder, nos perdoe, Criança Divina! 

Poema citado no episódio do Podcast Chutando a escada que você pode ouvir em:

Vai pra Cuba

Como eu queria…

Eu queria poder chorar por amor

Eu queria acreditar que brigar com quem se ama 

É a coisa mais difícil que existe

 

Eu queria chorar de saudade 

Eu queria tirar nota zero na prova

E entrar numa neurose copista e decoreba

Eu queria que caísse um temporal

E ser pega de surpresa sem guarda-chuva 

Mas não! Ao invés disso

A vida me arrebatou

Com suas repetições de ódio, rancor e miséria 

A história ri da nossa cara

Como se tivesse guardado um segredo

Viajando numa máquina do tempo

Eu queria entrar num buraco de minhoca

E me transportar para outra dimensão 

Onde a gente pudesse só rir, rir e rir

Das besteiras lendárias de Odete Roitman!

 

Prosa poética escrita por Naíme A Silva em 2015. Como diria a teoria Junguiana, a expressão artística provém do inconsciente, sendo portanto atemporal. E como temos dentro de cada um de nós, a história do mundo inteiro, essa arte também é a expressão de todo o inconsciente coletivo. Alguma semelhança com o que vivemos hoje?

Janelas

Janelas

Meios de comunicação 

Windows

Janela Imunológica,

E pela nova cena de reclusão,

Janela do apartamento!

Janelas internas,

olhos que fazem leituras:

janelas da alma, que te levam ao mundo de dentro!

Por qual janela você prefere se comunicar com o mundo? 

 

Prosa poética em tempos de isolamento social.

 

Oferenda da Morte

Hoje me deparei com a morte

Lembrando que ela me visita todos os dias

Não sei se dela tenho medo ou fascínio 

Pensei que a vida estava a me oferendar essa oportunidade de me refazer, de renascer, de ressignificar o velho, o em desuso, o que não serve mais

Dessa vez, não seria da lagarta para a fada alada, mas do bicho alado para o éter, ou talvez ao pó retornar e colaborar com novos frutos, alimentar futuras sementes 

Já pensou em algo interessante? Todos os anos passamos pela data de nosso nascimento, onde comemoramos nosso aniversário 

Mas a cada aniversário, nos aproximamos cada vez mais da morte e todo ano passamos pelo dia em que aqui nesse corpo já não existiremos, mesmo sem saber qual dos dias será 

Que nostalgia talvez nos assole nesse dia? Que tristeza? Que perturbação? Que dor nos acomete? Esse mistério temos que acolher

Ali, na miudeza do concreto jaz a borboleta/mariposa que um dia polinizou as flores 🌷, encantou crianças, enfeitou jardins. Agora, ali no concreto frio da cidade, ela amassada se apresenta como uma oferenda da morte me tensionando a parir essa prosa poética e nascer em mim a vontade de viver!