A menina gigante

Arquivo Pessoal, Naime Silva aos 6 anos

Sentia em seu coração uma música e a tocava, na tentativa de alegrar e contemplar aquelas trabalhadeiras. As via, ligeiras, passarem para cá e para lá, naquele calor de verão e aquele movimento todo, fazia-na compor uma música para aquela dança. Gostava de contemplar, via poesia, música e dança em tudo a sua volta. Era capaz de passar todo o verão ali alegrando o labor exaustivo e obstinado daquelas operárias.

E assim foi, não somente no verão, mas também com o outono, onde ficou um tanto mais difícil, pois sua canção disputava espaço agora com Zéfiro, o vento, que além de trazer a nova canção, também trazia novas danças. Sem contar que a movimentação anterior daquelas trabalhadoras incansáveis diminuiu o ritmo. Agora era uma ou outra, que carregava nas costas, as últimas frutas derrubadas pelas árvores, para a dispensa de sua casa.

Mas ela permanecia ali, naquele galho, a tocar sua canção que quase não alegrava mais.

As noites começaram a ficar mais longas e o frio mais intenso começou a chegar e pouco a pouco a neve já substituía todo aquele cenário colorido, num branco reluzente.

Por um instante, pensou em bater a porta da casa daquelas trabalhadeiras incansáveis, mas não tinha forças para chegar até lá, pois a neve do inverno estava intensa e ali mesmo, sob o galho onde morava, foi sentindo se desmanchar todo seu corpo em pensamentos.

Junto com esses pensamentos, vieram uma sucessão de outros que se somaram aos primeiros.

Ali, parada, hipnotizada, a menina contemplava um formigueiro, as plantas ao redor, uma pequena cigarra, e se sentia uma gigante invisível! Desincorporada do corpo onírico da cigarra e numa contemplação hipnótica, agora de volta ao seu quintal, pensava que talvez aquela história também podia ser a sua.

E se alguém mais gigante que ela diante das formigas a contemplasse brincando no quintal? E se o tempo fosse um fractal de um espelho dobrado que reflete infinitas portas de intemporalidade? E se ela fosse tão pequenina como uma formiga pra uma outra realidade maior que ela? Como ela poderia ser tão gigante e aqueles seres tão pequenos não poderiam vê-la? Logo, ela ali, uma menina gigante que num golpe mortal, poderia mata-las?

Não, ela não faria isso! Porque amava contemplar os seres pequenos, os insetos de seu quintal, de seu universo de brincadeiras! Mas ela era uma menina gigante diante de um formigueiro, que sequer sabia que ela estava ali a transferir as histórias de Lá Fontaine, outrora ouvidas pelos adultos.

E se ela também fosse uma formiga para outro universo? Será que ela corria risco de ser pisoteada? Ou será que alguma menina gigante que também amava a natureza a contemplava sem que ela visse? E se ela se desmanchasse em pensamentos dessa menina e fosse na verdade uma personagem de uma história que ela nem conhecia?

De repente, um vento mais forte lhe tirou daqueles pensamentos, fazendo-a perceber que a noite caia e um friozinho de outono já se fazia presente.

Sim, seus pensamentos desmancharam feito um relâmpago, diante de um grito:

-Vem pra dentro minha filha, que o jantar tá pronto!

E correndo pelo quintal, pra dentro de casa, se pôs a menina a dançar com Zéfiro, deixando no oco do formigueiro suas inquietações existenciais.

Conto escrito para VI Concurso Literário de Contos de OINAB-Sul – 2021, Org. Internacional Nova Acrópole Brasil, por Naíme Silva, A menina gigante

Arquivo Pessoal, Naime Silva aos 4 anos

 

Homenagem aos bebês

Hoje venho homenagear o Mathias que acaba de nascer na cidade de Lisboa e para Max que nascerá daqui mais 3 luas em São Paulo. 

Desenho de Naíme Silva representando uma imagem e poesia nascidos de um sonho seu.


Shantala é uma técnica de massagem descrita e difundida por Frédérick Leboyer, e consiste na constante massagem da criança pela mãe. Shantala é uma massagem milenar indiana, sem registro de quando surgiu exatamente em Querala no Sul da Índia, porém, sabe-se que chegou ao Brasil no ano de 1978. ( Fonte Wikipedia: https://pt.wikipedia.org/wiki/Shantala

Compartilho então o trecho de abertura do livro Shantala de Frédérick Leboyer.

 

Dica da Mariposa: ouça 👂🏽 com fones de ouvidos e olhos fechados para viver a experiência.

 

Depois venha nos contar sobre sua Ausculta nos comentários desse blog. Te espero. Venha espalhar o perfume de sua flor nesse Jardim 🪴,

Mas não se assuste com o barulho do farfalhar das asas 🪽 da mariposa 🦇 

 

Desassossego

Há dias sinto um desassossego

Sentir é algo estranho 

Mas sente o que?

É bom? é ruim?

É doce ou amargo?

Qual tamanho?

Sinto um frio no estômago 

A boca que seca

O coração que bate forte

Algo do mais profundo âmago 

Poderia ser paixão ?

Ou apenas uma intuição?

Quantas dúvidas trepidam

Aqui no meu coração?

O sono vai embora

Meu coração é como um portal

Muita coisa me atravessa

Mas nem sempre comunica

De forma compreensível como um canal

E assim é a Vida

Um desassossego tremendo

Nos convidando a soltar o controle

Pra mergulhar no Ser, Sendo

O trabalho dos contos épico- narrativos no setting arteterapêutico 

A pandemia nos trouxe vários desafios contemporâneos, sobretudo para os arteterapeutas.

Nosso ofício é a materialidade pela corporeidade no movimento ou na dança; nas mãos que nos conduzem ao diálogo com o inconsciente por meio da argila, aquarela, mandalas, desenhos, mosaicos; pelos contornos do nosso rosto, por meio da modelagem de máscaras de gesso e de outros materiais; das mãos que costuram, cerzem e bordam ponto a ponto as nossas histórias nas artes têxteis. Essa materialidade não é impossível no mundo virtual, entretanto tem se apresentado como um enorme desafio nos atendimentos online. 

Mas há uma modalidade que, ao menos no meu setting, parece ter sobrevivido as tempestades desses tempos de conexões virtuais, sem o calor da presença: o calor das histórias e dos contos épico-narrativos. 

Tive a oportunidade de escrever uma monografia a respeito do trabalho arteterapêutico com esses contos, que compõem os mitos, lendas, lendas urbanas, fábulas, contos de fadas, contos de terror, contos de ficção científica, contos fantásticos, contos de fantasia, em experiências grupais que prometo contar a você numa outra postagem     aqui nesse Jardim. 

Em outras oportunidades, no Podcast Mariposa ao pé do Ouvido #série Histórias & contos, pude mostrar esse maravilhoso universo dos contos épico-narrativos que captura nossa alma humana, revelando o poder que tem a literatura para realizar a função transcendente para nossa alma.

E nesse universo mágico e imagético, a pesquisadora e contadora de histórias junguiana, Clarissa Pinkola Estès, tem sido nossa musa inspiradora, para mim e e para muitas/os de minhas/meus analisandas/os. 

Dra. Clarissa Pinkola Estès

Temos viajado nas pradarias com La Loba, mergulhado na profundeza das Águas com a Mulher Esqueleto, tentando ouvir nossa boneca interior com Vasalisa , a boneca sabida e buscado nosso pertencimento com o Patinho Feio e nos aquecido nas lareiras das mulheres sábias. 

Também é presente em nosso setting arteterapêutico, entre outros mitos,  os orientais de Sidharta Gautama, o Buda;  na India com Ganesha;  de nosso herói Arjuna no cântico de sabedoria em  Bhagavad Gita; nos mitos gregos como em  A Caverna de Platão; em todo panteão dos Orixás da sabedoria africana, além de nossas lendas ameríndias com as  belíssimas histórias tupi guarani e dos arquétipos da cosmologia maia presentes no sincronário da paz. 

Mas hoje nossa Mariposa ao Pé do Ouvido vem nos contar um Mito Grego/Romano relevante ao tempos contemporâneos.

Com as belíssimas imagens da publicação de Mitologia da editora Abril Cultural, volume II, vamos hoje conhecer mais de pertinho a história de Narciso e Eco e compreender com mais calma e cuidado esses aspectos que tem insistido em compor uma máscara fixa, uma persona contemporânea e nada melhor do que esse Mito para abrirmos um diálogo com esse complexo rígido do “pequeno Eu inflado”. 

Antes de eu te deixar com essa audição, quero te dizer que os Mitos representam simbolicamente nossos sonhos coletivos. Nosso mundo onírico da humanidade, um acervo arqueológico fundante de nossa alma coletiva, morada de tantos arquétipos que constituem a história da humanidade. 

Por meio da escuta dos Mitos, lendas e contos épico-narrativos, a gente se transporta, passa por um portal e adentra esse sonho coletivo, se banhando nas imagens arquetípicas  que dialogam com nosso insconsciente e nos ajudam a expandir a consciência e quem sabe trazer algumas reflexões necessárias pra gente individuar e evoluir.

Fique agora com Narciso e Eco. Assine meu blog O jardim da Mariposa pra receber todas as novidades em seu email. Deixa aqui seus comentários e se achar bacana, compartilhe em suas redes sociais, espalhando junto comigo o perfume das flores desse Jardim e o farfalhar das Asas enormes e barulhentas da Mariposa que me acompanha.

Ouça “#serie histórias ao pé do ouvido episódio 4_Narciso e Eco” no Spreaker.

Sincronicidade e Individuação, um chamado da Mariposa

Há alguns anos que um desejo me atravessa, abrir uma escola sustentável, científica, holística, artística, filosófica, de agricultura familiar, antropofágica com a concepção de uma pedagogia Macunaímica como diria Prof.a Ana Lucia Goulart de Faria, que acolhesse uma pedagogia do aprender fazendo e do fazer aprendendo como nossos povos originários sempre fizeram.

macunaima

Depois que me aposentei de 30 anos construindo educação integral e em território rumo a cidade educadora no município de São Paulo, acreditei que esse fosse meu caminho. Mas não somos nós que traçamos o nosso caminho; é o caminho quem nos “traça” (risos).

E o caminho que foi traçado para mim e que fui arrastada a ele foi continuar vivendo no Centro de São Paulo, onde moro há 25 anos e convivo há 35 anos e aqui estabelecer o meu serviço humano a favor da vida.

Não imaginei que eu fosse me consolidar por aqui e implementar um serviço de Saúde Mental, Educação, Arte, Cultura e Filosofia, tudo junto. Mas foi o que aconteceu.

Dia 4 de junho de 2022, inauguramos a Anima Augusta, o Coração do Bixiga, um espaço que eu já tinha sonhado em constituir, mas que pensava fosse dentro da Escola da Floresta que venho sonhando há bastante tempo e que seria na verdade, o corpo físico do Jardim da Mariposa Ateliê.

IMG_8271
Imagem que escolhemos para representar a Anima Augusta, do fotógrafo Jeferson Gomes no Projeto Cidade Nu

Mas a vida tem razões que a própria razão desconhece e aqui estou de qualquer forma feliz por esse feito, mas com um enorme frio na barriga de seguir essa travessia.

A Anima Augusta, nasceu como uma filha que precisava aparecer, precisava existir e que sinto que quer se consolidar como um ponto de acupuntura urbana e que junto ao verde do Parque Augusta –  frutos de tantos anos de luta, que tive a honra de participar com as crianças da Gabriel Prestes e de escrever um artigo sobre isso numa publicação junto a amigos da FEUSP e com Marcia Gobbi – ajudar a circular uma energia de um lugar tão potente, mas tão sofrido como nosso querido Bairro do Bixiga.

criancas_educacao_cidade

Para assistir o lançamento do Livro Crianças, Educação e o direito a Cidade, clique acima.

Na inauguração, a Anima Augusta já mostrou a que veio.

Tivemos a apresentação da Diambas Franzem com o Projeto BrincaCEU na qual fomos premiadas em 2017 pelo Instituto Tomie Ohtake:

Diambas Franzen, coordenadora do BRINCACEU e Anna Cecilia Simões, a primeira gestora do CEU Butantã em 2003 e 2004.

Teve rodas de conversa entre Psicoterapeutas e Arteterapeutas; teve uma esquete de Palhaçaria com Naná Ladeira e sua palhaça Berinjela e Gabriel Ladeira da CIA Ladeira Abaixo com seu palhaço Tico:

Palhaça Berinjela
Palhaço Tico da CIA Ladeira Abaixo

 Teve o Babado de Chita, que desde 2002 faz apresentações inspirados por manifestações tradicionais populares brasileiras como brincantes da cidade grande, nos presenteou com cirandas:

E por fim fizemos um concerto de choro e samba das artistas Ana Cláudia César e Rosana Bergamasco, musicistas incríveis que escolheram canções para embalar as histórias da Mariposa, contadas por mim, Naíme Silva, artista, escritora, poeta, educadora, psicóloga e arteterapeuta e eterna aprendiz de filosofia:

Tenho que admitir à vocês, minha enorme alegria em estar com essas amigas psicoterapeutas, muitas delas, estudaram comigo na graduação da UNIP, há exatos 30 anos atrás e outras, tão jovem mas intensa amizade do IJEP/ Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa, onde temos realizado nossa formação em JUNG.

Tivemos nessa tarde e noite ilustre por volta de 70 pessoas, entre amigos e amigas, parceiros/as de trabalho, alunas/os, supervisionandas/os e muitas/os terapeutas, pacientes e clientes dos terapeutas, que comporão nossa equipe fixa e eventual. Foi um dia inesquecível!

E no domingo, ainda tivemos a ilustre visita de amigas arteterapeutas do IJEP, educadoras da PMSP, minhas afilhadas de casamento e supervisionandas da educação integral, e minha querida parceira de trabalho e contadora da Anima Augusta Fabíola Murakami, que foram recebidas na nossa cozinha terapêutica com o grupo Frô de Chita, grupo de mulheres das comunidades do território Butantã, que se transformaram em educadoras populares do BRINCACEU, num delicioso café da manhã cheio de cantoria e ciranda, sob a batuta de Diambas Franzen, nossa querida DiBruxa nordestinamente brasileira.

Quero também te mostrar como nosso Jardim da Mariposa Ateliê ficou lindo e cheio de possibilidades de sua alma se manifestar pelas imagens do Inconsciente:

Agradeço por visitar nosso Jardim e te peço que aqui comente, e compartilhe em suas redes sociais de forma que possamos espalhar o perfume das flores desse Jardim e peço também que não se assustem com o farfalhar das asas dessa enorme mariposa, que me acompanha desde pequena, me trazendo sincronicidades e me auxiliando no meu processo de individuação.

Deixo vocês com essas imagens e vídeos de Inauguração da Anima Augusta, que falam por sí mesmos. Aguardamos sua visita na Anima Augusta e no Jardim da Mariposa Ateliê, tanto no espaço virtual que deixarei o link, quanto no espaço físico. Conforme tudo for se consolidando e ganhando corpo venho aqui pra contar todas as venturas e aventuras que aprontaremos por lá.

 

Home

Entrando no Linktr.ee você encontra a Anima Augusta em todas as Redes Sociais.

Siga-nos :

https://linktr.ee/animaaugusta

O kin da Transformação

Ahô Kins! Magas e Magos da Terra!

Olá querida leitora, querido leitor!

Ja contei pra você no nosso post anterior, que apesar de eu conhecer o Sincronario  da Paz ☮️ ou Cosmologia Maia desde 2004, eu não o tinha estudado a fundo e nem o vivia como tenho praticado e estudado desde 2019. Eu já sabia que meu sêlo era a morte e apesar de fazer algumas correlações, não entendia nada sobre os tons e os vários ciclos que estão inter e intra relacionados e que vivenciamos dentro da matriz do Tzolkin ( um tapete mágico do tempo) ou mesmo em cada castelo ou giro do Anel. 

Ainda tenho muito por aprender e isso torna esses códigos do tempo tão fascinantes. Não nos apresenta um processo repetitivo e nem mecânico, mas sim ciclos dinâmicos e que você observa na natureza, ou seja, são ciclos naturais. 

Um desses ciclos é a matriz do Tzolkin contado como a gestação humana, ou seja, a cada 260 dias. Nela, nascemos numa determinada lua ( ciclo de 28 dias) que revela uma frequência energética , numa determinada onda encantada ( ciclo de 13 dias) , num determinado Castelo ( ciclo de 52 dias) e numa determinada Estação (ciclo de 65 dias) e num determinado Giro de Anel ( 364 dias+ 1 dia Fora do Tempo).

Como tenho percebido, vivendo na prática o Sincronário da Paz ☮️ que teve todos esses ciclos cuidadosamente estudados e organizados pelo prof José Arguellis, a gente vai percebendo melhor a cada Giro de Anel,  a frequências de cada dia, de cada plasma radial (ciclo de 7 dias) de cada Lua, de cada onda encantada. Então nem vou perder tempo explicando muito: primeiro porque ja temos muita gente boa e mais sabida nesse campo do que eu falando disso na internet e é só você dar uma pesquisada; segundo que não são códigos matemáticos para serem compreendidos, mas para serem vividos e sentidos e aí sim você os compreende, ou melhor, os percebe; e terceiro que minha intenção aqui é somente criar uma curiosidade no seu coração acerca da seguinte pergunta: o tempo que vivemos onde nos foi ensinado que temos que correr atrás do dinheiro pra sobreviver é a única forma que temos de contar o tempo?

E qual relação faço comigo dessa sabedoria?

Hoje é meu Kinversário, ou seja, nasci sob a onda encantada do Guerreiro, no castelo Amarelo, sob a luz/ sêlo do Enlaçador de Mundos Branco e sob o som / ton do 11, sou Cimi Buluc Sac em Maia e essa é minha assinatura Galáctica, Kin 206, dia de hoje. 

Meu propósito nessa encarnação é servir a conexão da  Inteligência do Coração, unir, enlaçar mente e coração, estabelecer pontes com a finalidade da minha libertação, bem como dos coletivos onde atuo de forma a questionar a mim e as pessoas, quais pesos precisamos soltar pra ganhar leveza e transcendermos em ações voltadas à Arte. 


          

Não há um dia sequer que não recite ou reflita ou sinta sobre meu poema, meu mantra Kin. Sim todos nós temos um mantra kin que nos faz recordar quem somos e o meu é assim:

”A transformação que esse sêlo me oferece está na entrega, na liberação e no perdão “.

 

Sim, lindo demais e desafiador demais! 

Desde 2016 venho também estudando e vivendo na prática várias culturas Xamânicas e várias religiões que trazem a força dos animais, plantas e minerais. 

O Enlaçador de Mundos e a Mariposa são arquétipos afins, porque falam de morte, de transformação e de trocar um corpo que se arrasta pra um corpo alado, que ganha leveza, por meio da morte e renascimento. 

Em outros posts prometo vir aqui te contar novas descobertas sobre isso, mas hoje quero te dizer, cara leitora e caro leitor, Kinridos e Magos e Magas da Terra,  que cada um de nós, guarda mistérios divinos e que precisamos querer nos entregar a esses mistérios pra viver uma jornada mais interessante de ser vivida, não sem dor, não sem angústia, processos e fenômenos que fazem parte de nossa humanização, mas certamente também encontramos encantamento, sentidos e um processo de completude que nos constrói dignidade e centramento num processo dentro dessa visão de que o Tempo é Arte.

Aceite então a tarefa e mergulhe em você Mesmo, descubra sua ou suas Divindades.

No meu Ateliê, o Jardim da Mariposa, além de Processos Criativos onde buscamos as imagens de nosso inconsciente, também nos visitam esses arquétipos do Sincronário da Paz, com seus códigos do tempo, as ondas encantadas e a correlação com seu Totem Animal/Cultivo Espiritual. Caso se interesse, me procure! Mas não sinta medo do farfalhar das minhas asas. Venha sentir o perfume desse Jardim!

Aproveita e faça a assinatura do Jardim da Mariposa, deixa seu comentário e compartilhe nas redes Sociais.

Ahô! Evoé! Namastê!  

 

 

 

 

 

Onda Encantada do Guerreiro

Conheço o Sincronário da Paz desde 2004, pelo Forum Mundial de Educação, e desde então essa Sabedoria Maia vem me cutucando e me instigando a saber mais. Entretanto foi apenas em 2019, provocada por minha amiga Eliane Andrade que comecei a vivê-lo no meu cotidiano e como dissemos, aprendendo a surfar nas ondas encantadas.

Nasci sob a onda do Guerreiro Magnético Amarelo, sob o Kin 206 – Enlaçador de Mundos Espectral Branco, que esta a serviço da Coragem, do questionamento, da conexão mente e coração, tendo como desafio navegar pelos sinais da intuição e sincronicidades, agindo de maneira a purificar minhas dores, crenças, paixões, tendo como destino o desapego, o perdão e as transformações pelo morrer e renascer e transcendendo pela Grandeza da Beleza e Arte. Trilha bem desafiadora essa, que essa filha de Ogun com Yemanjá e Yansã , tem todos os dias aprendido o exercício de surfar pela ação correta, generosidade e no movimento de uma Vida que pode fluir no desapego das paixões, no auto perdão e na leveza.

Este Kin 206 também tem sua representação conectada ao arquétipo da Mariposa/ Oyá que nem sempre tem um voo leve, e também nem sempre caminha pela claridade, mas sempre em busca de luz pra clarear os caminhos para a transcendência nos processos criativos.

Sêlo do Guerreiro

Nesse podcast você vai ouvir a prece Às Sete Direções Galácticas do Sincronário da Paz, a qual tenho vivido minha fé na vida e na esperança de ampliar minha consciência para melhor servir o Todo.

Do livro As Cartas do Caminho Sagrado tirada agora, de Jamie Sams

Caso você queira aprender mais sobre essa incrível maneira de contagem dos ciclos e códigos do tempo da Sabedoria Maia, deixe nos comentários desse blog ou marque comigo No Jardim da Mariposa Ateliê pra viver uma experiência xamânica, oracular e arteterapeutica. Te espero, vem!

Mariposa Ao Pé 🦶🏾 do Ouvido Podcast

A relação Mestre-Discípulo – uma relação de amor em filia

 

Durante toda minha vida, tive muitas pessoas que considero meus Mestres e minhas Mestras. Ja contei noutras oportunidades, que minha primeira professora primária, como se falava em meu tempo, ainda viva, é minha grande Mestra: Profa Antonieta Trovatto.

Também não esqueço de quem formou meu pensamento crítico e político-social, além ensinar-me a argu-ir pela escrita e pela fala foi Prof Clovis Pacheco Filho, também ainda vivo, graças aos Deuses e Orixás. E o mais lindo, ambos ainda me orientam, me guiam. Duas grandes referências de Mestres da minha infância e adolescência .

Depois de adulta, eu encontrei sim outras referências que me ajudaram em minha busca pela Sabedoria, que jamais esqueço: Prof Carlos Gatto, prof Wilson dos Anjos, Prof Manoel Oriovaldo de Moura, profa Tizuko Morchida, Profa Monica Pinazza, profa Marcia Gobbi, Profa Maria Malta Campos, Profa Sonia Larrubia Valverde, Prof Paulo Gonçalo dos Santos, prof Fernando Haddad, prof Waldemar Magaldi, Profa Renata Mattar, Profa Lucia Helena Galvão, prof Gonzalo Ferreyra, prof Gabriel Noccera e Cláudio Loureiro! E o mais inesquecível, que ao lembrar tenho memória até do perfume de seu abraço: Mestre Paulo Freire.

Venho falar desses seres de luz aqui no meu Jardim, pra contar que essa aprendiz de Filosofia, hoje ganhou uma benção; o desejo de uma flor desabrochando em meu jardim e o convite dessa flor em ser minha discípula: Max, de apenas 12 anos. Max é um nome social escolhido por ele.a, porque como mesma o.a diz, “tenho tanto tempo pra definir e saber quem eu sou e sinto”. Sim, meu/minha querido.a, você tem todo tempo do mundo como diria Renato Russo, na música Tempo Perdido.

A relação Mestre-Discípulo é tão profunda que nos remonta a Platão e o Mito da Caverna, que também ja tive a oportunidade de discorrer aqui pra vocês, conforme postagem:

Premio IBEST de Filosofia

No mito de Platão, ele nos traz a profundidade da Corrente entre Mestre e Discípulo, onde a Educação é uma experiência muitíssimo importante para as relações humanas. Educação que significa eduzir algo, tirar de dentro para fora para servir a evolução humana, num processo permanente, representado pela imagem da corrente.

Mas a medida que adentramos no nosso mundo interior, estamos saindo da Caverna, e a medida que comparamos o mundo da Caverna, o mundo da escuridão e o mundo “real”, onde nos encontraremos com a Grandeza dos valores do Bom, Belo, Justo, Verdadeiro e Harmonioso, podemos fazer o educere e compartilhar com o Mundo externo, ou seja, eduzir nossas descobertas e buscas e ajudar na corrente pelo processo de busca do outro.a., pelo seu eduzir, por pra fora a descoberta de sua jornada para dentro.

Platão também discorre essa relação em corrente e do amor em filia, no belíssimo texto O Banquete, onde Sócrates e seus amigos e discípulos narram suas ideias sobre o Amor. o Banquete é um livro de texto razoavelmente curto, mas de uma profundidade ímpar. Uma narrativa que você pode ficar horas, dias, anos em reflexão.

Tive duas oportunidades com esse texto, a de assistir O Banquete de Platão no Teatro Ofycina com a CIA Uzyna Uzona, sobre a direção de Ze Celso Martinez, na noite que eu e meu companheiro concebemos nosso filho. Um mergulho amoroso pra levarmos para eternidade, que eu conto aqui nesse post:

Discurso em defesa do Parque das Águas do Bixiga/Teatro Oficina

E a segunda oportunidade de troca num grupo de estudos em Filosofia e tragédias Gregas com o Prof Claudio Loureiro onde No banquete , uma das mais lindas passagens fala do Mito do Amor entre iguais e diferentes que deixo aqui o breve trecho do livro e do discurso pra que vc acompanhe:

trecho_OBanquete_Platão

A verdade é que venho aqui hoje falar aos meus leitores e minhas leitoras a felicidade que sinto em aceitar Max como meu/minha discipulo.a, abrindo passagem à tantos.as outros.as que sei que virão.

Eu e Max viveremos uma aventura, uma viagem pra dentro e para fora da Caverna. Passearemos pelas várias Filosofias, pelas Artes, pelas religiões e espiritualidades, pela Política, pela Psicologia, pela Natureza, pelo respiro a Vida e a Liberdade. 

Max amada.o, seja bem vindo a esse encontro amoroso! Obrigada pela oportunidade.

E pra você eu deixo no podcast Mariposa ao Pé do Ouvido, inaugurando hoje a série #Filia no Jardim, episódio numero 1 , O Mito da Caverna, de Platão:

E por fim, pra você que é meu leitor uma dica: assine o blog e você receberá todas as novas publicações em seu email. Também você pode deixar registrado aqui seu comentário e compartilhar nas redes sociais. Obrigada por me acompanhar e espalhar seu perfume entre as flores desse Jardim.  Não se assuste ao ouvir o farfalhar das minhas asas de Mariposa.

Imagem de Maguari, por Marisa Salles

Um Natal de Reggie, dois Natais na pandemia no Brasil.

                                     Recebi hoje um belíssimo video de Arlete Torquato sobre um retrocesso no tempo desde Elton John Ancião aos 72 anos até um Natal que mudaria o destino do pequenino menino Reggie aos 4 anos.     

   

                          Ao assisti-lo lembrei-me desse post que conta sobre esse filme que se inspira na vida e obra de Elton John e quis compartilhar com vocês minhas reflexões.

Para ver o post sobre o filme aqui:

Filme Rocketman de Dexter Fletcher – análise

Tenho refletido sobre os dois últimos Natais onde pensei em cada menino e menina no Brasil que não teve a oportunidade de ganhar um presente de Natal que também mudaria seus destinos e consequentemente os nossos também, porque sempre que nasce um grande artista, uma grande ator ou atriz performático.a, um.a grande cantor.a e compositor.a, nasce uma canal de conexão de mensagens com as Musas Divinas a nos contar um tantinho também de nossos destinos. Mas quando essas Musas não vem de Mãos dadas com a Verdade, a Justiça, a Bondade e a Harmonia, deixamos esses meninos e meninas sem o direito a conhecerem seus verdadeiros destinos e milhões de nós também ficamos desprovidos de suas Artes.

                        Quando um Governo de uma nação não está de fato aliado a Grandeza dos Espíritos do Bem, do Belo, do Verdadeiro, da Justiça, da Harmonia e do Amor ao seu Povo, este não permite espaço para que meninos e meninas possam dar vazão aos seus destinos na Arte e nessa pandemia no Brasil, nosso povo voltou a sentir a fome, a miséria e a desesperança. O ódio que congela tem ocupado os corações humanos, polarizando nossa consciência e tornando a barbárie um cotidiano desprovido de sentidos humanizadores.

                              Precisamos urgente sair desse transe que nos aprisiona numa pandemia muito pior que o coronavirus, uma pandemia que nos torna Zombies, que coisifica o Ser Humano e que humaniza as coisas, onde o Divino não mora no Sagrado no Templo do nosso Coração, mas onde se sacraliza o deus capital, o deus patriarcado, o deu$ dinheiro e lucro. Onde o egoísmo e a ignorância se espalha como erva daninha pela nossa consciência tomando espaço de ampliarmos nossa Cosmovisão.

                                     Mas como diz as canções dos Brincos e Folguedos brasileiros, “mas como sou teimosa…” eu alimento em mim uma esperança e uma rebeldia, onde ainda nutro a chegada da Grandeza dos Espíritos do BEM, do Bom, do Belo e Verdadeiro, da Justiça, Harmonia e Amor e chegarem banindo o mal da arrogância, maldade, ignorância e egoísmo e podermos ver muitos meninos e meninas tendo direitos aos Natais que mudarão seus destinos e que encherão nossa Alma Brasileira de Beleza e Justiça, inundando a gente de Gratidão!

                                   Dedico essa pequena reflexão à minha amiga Arlete Torquato que assim como eu tem dedicado a vida à esses meninos e meninas, que mesmo em meio a adversidade ou ao obscurantismo, e quer estejam no chão das escolas, quer estejam em nossas clínicas psicoterapêuticas, quer estejam nos cortiços, morros ou favelas, possam descobrir seus destinos mesmo sem direito a um Natal Especial que lhe encurte a jornada.

Aqui você pode apreciar o video que recebi de Arlete Torquato de presente pra essa reflexão. Feliz Natal menina Arlete! Feliz Natal meninos e meninas do Brasil , Pandemia 2020, 2021.

Intuição e Integração

 

Mulher? Cuidado!

Ele é cheio de artimanhas

Se disfarça de liberdade

Contigo ele faz barganhas

O nome dele é Patriarcado

Não há qualquer problema com o Pai

Com o Homem, com o masculino

O problema é sufocar o feminino

É subjugar a alma, o espirito

Até que de cansaço a Mulher cai

E quando o feminino cai

Todo mundo perde,

menino, homem ou pai

E a gente se afasta daquilo que esquenta o coração

Que pulsa os sentidos mais profundos

O diálogo com a nossa intuição

O Patriarcado não entende o porque as mulheres se juntam

Quando juntas estamos

nossos sentidos, nosso pulso, nossa alma se alevanta

Nossa calma se encanta

Nossa intuição numa só toada canta

E quando nos juntamos

Ahhhh que alegria

Até nossos corpos se conectam

E os hormônios em sintonia

Clamam em sinergia

E em comunhão encontramos nossa Sabedoria

Comunidade: palavra profunda

Tem sentido de comunhão

De Bem Comum

De concordância em união

Mais lindo ainda, será quando tanto mulheres como homens formarem uma comunidade de seus femininos

Em parceria e colaboração

Dialogando com o Mundo

Integrando a alma em conhecimento e intuição !

 

Esse poema é dedicado as mulheres da Comunidade Biointuição que estou inserida há um ano sob a regência de nossa Mestra Bia Rossi, que de forma delicada vem nos ensinando a nos conectarmos a nossa intuição.

Para saber mais

Bia Rossi – Biointuição

Para ouvir esse poema de minha autoria, ouça Mariposa ao Pé do Ouvido, um podcast que foi gestado a partir de inspirações dessa comunidade de mulheres biointuitivas.